domingo, 18 de março de 2007

''Teoria do sabor''

Terá esta teoria ligações com o nosso sabor favorito? Será que tem algo directamente relacionado com as papilas gustativas? Talvez o cheiro? O tacto?
A resposta é... sim! Tem a ver com todos estes factores, mas acima de tudo com a capacidade de um indivíduo experimentar algo novo!

A experiência é o contacto epistémico, geralmente perceptual, (através dos sentidos inerentes ao ser humano tal como o paladar, o tacto, o cheiro...) directo e característico com aquilo que se apresenta a uma fonte cognitiva de informações (características mentais como a percepção, a memória , a imaginação e a introspecção). Em sentido primário, a experiência está ligada às sensações e à percepção. No entanto, algumas vezes as ilusões e alucinação também são consideradas sensações-experiências. O critério para o tratamento de algo como experiência é, muitas vezes, a interpretação da noção de conteúdo. O conteúdo de uma experiência é aquilo que ela representa .

Quero com isto dizer que de cada vez que experimentamos algo, estamos obrigatoriamente conscientes daquilo a que nos estamos a propor.

Qual o propósito desta conversa toda?

Quantos de vocês devora um chocolate por dia? Quantos de vocês devora um maço de tabaco por dia? Quantos de vocês têm (mesmo!!) de correr, surfar, fazer o amor... no final do dia após tanto stress?
Ora, suponho que a maioria de vocês se inclua neste leque variado de experiências.
Ja imaginaram um mundo sem chocolate? e sem tabaco? ...e ja agora, sem ondas e com reprodução apenas in vitro? Impossível de imaginar! Porquê? Porque já o saboreamos...


No meio desta história toda, a experiência a que nos propomos deixa um registo nas estruturas cognitivas, em que este registo fica retido na memória. É-nos assim possível recordar e re-experimentar experiências que resultam em prazer!

Resumindo, a experiência tem o seu conteúdo e o seu carácter ou representação (aquela que nós fazemos dela)... o que nos dá vontade ou não de voltar a experimentar. Sendo assim, é possível afirmar que o sabor (da experiência em si) já lá está e é impossível de desaparecer pois nós já o conhecemos e experimentamos.

Qualquer experiência por mais boa que seja, tem sempre implicações futuras:

  • Tanto poderá ser indiferente, o que nos leva a não experimentar novamente... (Não correndo qualquer risco);

  • Como pode ser uma experiência óptima, espevitando numa maior procura sobre uma nova experimentação da coisa em si. Resultado? O consumo, a prática, ou a repetição de certas experiências em demasia quebram a balança da estabilidade necessária à natureza do ser humano, resultando num aumento dos riscos de saúde, pessoais, afectivos e/ ou sociais.




Resumindo e concluindo, depois de experimentarmos alguma coisa, e independentemente da experiência ser boa, o sabor continua lá... Quer seja o produto, o sabor, ou até mesmo o efeito de ambos, o sabor continua lá e nós sabemos o que encontrar da próxima vez.
Por isso, cuidado com o que experimentam, pois um dia mais tarde pode haver a ''necessidade'' de experimentar novamente... o sabor.

Eu experimentei. Era saboroso!

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu até teria dispensado a experiência do chocolate, se soubesse na altura o efeito que tem sobre as coxas!!!
Giro, o texto.